O peso que a gente leva…

6 Agosto, 2009

Há coisas que quero levar, mas não podem ser levadas

Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?

As perguntas são muitas… E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu para nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.

É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias… Hospitais, asilos, internatos…

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.

Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

Padre Fábio de Melo


Como dar sentido à vida?

7 Abril, 2009

Nossa vida só terá sentido quando encontrarmos uma razão para perdê-la. Enquanto nossa existência for uma realidade que a gente tem nas mãos – julgando que seja uma coisa que nos pertence – estaremos muito longe de experimentar a razão pela qual ela nos foi dada.
Ricardo Sá – Canção Nova


O Fanatismo

18 Janeiro, 2009

 

fanatismo

Hoje em dia, algumas pessoas estão aprimorando suas habilidades e investindo em conhecimento para fins profissionais, pessoais ou políticos. Outras simplesmente se envolvem em uma prática como os esportes, a religião, as artes entre tantas outras opções.

O fanatismo vem do fascínio. Quem nunca ouviu alguém dizer: “Eu estou fascinado por isso, aquilo ou alguém.”

É um estado hipnótico que geralmente traz uma conotação de encantamento fantasioso e sedutor. Aquele que é fanático, o é por algo geralmente externo.

Vamos aprofundar um pouco mais sobre esse assunto:

Quando você está em uma prática com total empenho e atenção, ali existe foco, concentração. Seus sentidos estão concentrados em uma atividade.

Se você tem uma prática assim todos os dias mesmo que seja em uma profissão ou lazer, você superou o primeiro desafio, o foco. Por praticar muitas horas por dia ou simplesmente todos os dias você é um fanático(a)? Não.

Se você está focado e atento durante a prática, e mesmo assim você se encontra receptivo à tudo que se passa à sua volta não bloqueando sua percepção aos estímulos e informações do meio em que você está, você não é um fanático. É apenas um praticante em potencial.

O fanático está contido e fechado para os movimentos que giram a sua volta. Sua percepção está alienada. Só existe um ponto e nada mais a sua volta. O fanático é inflexível. Sua verdade é única e absoluta.

O fanático está no fascínio e por isso ele perde a consciência da continuidade e da totalidade. Está preso à uma idéia, ideologia, regra ou crença. Quando algo não vai de acordo com o que está apegado, tenta mudar o exterior. Há resistência e com isso vem a dor e sofrimento.

Elaine Lilli Fong


Sinto-me um prisioneiro! Como me tornar livre?

4 Janeiro, 2009

É mais simples do que você pensa! A liberdade é uma conquista de quem não sabe pensar em si mesmo e lança-se para preencher a vida dos outros, sem olhar a quem.

O mundo e o diabo buscam loucamente convencer-nos de que a liberdade é uma escolha, que tem como centro nós mesmos, nossos planos e felicidade. Que ótimo saber que não é nada disso!

É livre quem vive para os outros, quem resolve parar de pensar em sua própria vida e investe tempo, esforços, afetos e trabalhos para fazer feliz aos outros. É livre quem ama! É amargamente um prisioneiro quem busca ser amado. Eis a medida da verdadeira liberdade!

Ricardo Sá – Canção Nova


Qual o melhor momento da vida?

16 Dezembro, 2008

Não duvide! O melhor momento da vida é o momento presente. É verdade!!! Contanto que você o preencha com Amor, momentos de decepção, medo, tristeza e perseguição serão sempre os melhores e mais importantes de sua vida! Pense comigo! As piores ciscunstâncias nos são dadas para que se transformem nas melhores e maiores oportunidades pra gente realizar algo de verdadeiro e forte. Tudo vai depender do tanto de Amor que a gente colocar em tudo o que vivemos. Preencha tudo com Amor! Quando puder, me conte os efeitos!

Ricardo Sá – Canção Nova


O desafio de ser Jovem

16 Novembro, 2008

damiao-jovem

Ser jovem, como muitos dizem, é realmente muito complicado. É uma fase em que o mundo nos oferece muitos desafios, às vezes conseguimos vencê-los; outras vezes somos derrotados por eles. Um dos maiores desafios que enfrentamos é o de sermos jovens diferentes, pois a maioria dos jovens vive uma fase rebelde, só querem saber de ir á festas, beber, namorar e muitas adolescentes engravidam cedo, não querem saber de trabalhar e nem de estudar. Eles não sabem o verdadeiro sentido da juventude que é o amadurecimento, a preparação para a fase adulta, que essa é uma fase de começar a assumir certas responsabilidades, que é o tempo de começar a fazer escolhas certas, a optar por caminhos certos, caminhos que nos levam para Deus.

São muitos os desafios que temos que enfrentar, alguns são difíceis e mais duros de vencê-los, outros são mais fáceis, mas na maioria das vezes tudo depende da forma que você os enfrenta. Muitos jovens fogem dos desafios, acham que não vale a pena enfrentá-los, para não assumirem responsabilidade. Eles não enxergam que cada desafio que enfrentamos (vencendo ou não), amadurecemos um pouco, se vencemos é despertado em nós o desejo de vencermos mais e assim acabamos sem percebem assumindo grandes responsabilidades em nossas vidas e se somos derrotados começamos a aprender na dor, pois muitos de nós só aprendemos quando erramos, assim criamos coragem para enfrentar mais desafios, esperando um dia estarmos prontos para vencê-los.

Cada desafio que enfrentamos e que conseguimos superá-lo renova um pouquinho da nossa juventude!

“Meu filho aceita a instrução deste teus jovens anos; ganharás uma sabedoria que durará até a velhice”. (Eclo 6, 18)

Marquinhos – anjodivino@hotmail.com


Cuidado com Consumismo Exagerado

9 Novembro, 2008

Consumir é uma necessidade; temos as coisas, dispomos de recursos para fazer uso deles, mas é possível usar de forma abusiva os recursos, ou depender deles de forma descontrolada, irracional e até patológica. O consumo pode ser compreendido de forma positiva e sadia. Assim, gastar, utilizar, empregar são formas consideradas positivas de consumir. Entretanto, a palavra consumir porta consigo significados negativos, tais como dilapidar, gastar até o fim. No que diz respeito ao uso do dinheiro pode ser compreendido de forma positiva: aplicar dinheiro na compra de artigos de consumo e serviços, comprar, gastar. Tem também uma semântica pejorativa: comprar em demasia e freqüentemente sem necessidade.

As Características da pessoa consumista

Os variados e trágicos fechamentos da realidade humana a valores mais altos e definitivos promovem uma maneira de ver a realidade cheia de superficialismos onde as fugazes gratificações vão caminhando no passo de uma forte dependência dos bens materiais. Mas estes não podem satisfazer a tanta fome e sede de possuir. E o indivíduo termina por sentir-se vazio e infeliz. Eis as características da pessoa consumista:

Um alguém fechado à solidariedade: a sociedade consumista cria pessoas entrincheiradas no mundo dos seus desejos e necessidades que se agigantam em proporções crescentes. O homem consumista é individualista: enxerga a si mesmo e vê todas as coisas sob o metro de seus próprios interesses. Não sabe partilhar, vive acumulando coisas: ele é um alguém que não constrói pontes, ele é uma ilha: o homem consumista é um solitário!

Um alguém fechado à gratuidade: nada é gratuito nos que supervalorizam o consumo. Nunca se dá algo por nada, ou seja, vale a lei do «toma lá, dá cá». Nada se dá sem que haja uma garantia ou uma certeza de retorno. É verdade que uma pessoa aberta aos valores humanos e os cristãos chamados a viver o Evangelho não podem não ter interesse no lucro e por isso fazem negócios, vendem e fazem investimento entrando também na ótica de uma lícita e justa recompensa de seus negócios. Porém, no consumismo exacerbado não há medidas, o que vem a se tornar uma febre, uma compulsão em alguns casos por lucro, por vantagens, etc. E esta mentalidade vai direcionando a vida e os critérios de valor destas pessoas.

É alguém teleguiado: isso mesmo! Existem especialistas que se debruçam em pesquisas para descobrir um ponto de equilíbrio entre o mínimo necessário e o máximo desejado.

O que fazer?

É preciso fazer algo para resolver o problema e ser feliz, ser livre. Por isso, seguem abaixo algumas pequenas dicas que podem até ser uma ajuda para quem vive em função do que vê e da força aliciadora da propaganda.

Cuidados para evitar as tentações :

- Faça sempre uma lista do que vai comprar: não deixe que as aparências dos produtos ou a força da propaganda lhe digam o que deve ou não comprar;

- Diante do supérfluo conte até 10: faça uma verificação mais minuciosa sobre a importância e a necessidade do que vai comprar. Se perceber que é supérfluo, renuncie a aquisição. Isso vai deixar você mais livre e dono de você mesmo. A sua razão e a sua vontade crescerão;

- Obrigue-se a pesquisar preços: você estará evitando gastos inúteis e que poderão comprometer o seu orçamento;

- Evite ir às comprar quando estiver deprimido, com raiva ou carente: nestas situações você poderá buscar compensações em comprar, adquirir. Lembre-se: as compensações não acontecem somente através dos prazeres da gula ou do sexo, mas também nos prazeres da posse. Compensação é escravidão, não esqueça!

- Não vá ao supermercado com fome: você pode sentir um vazio que poderá ser preenchido e conjugado com o verbo comprar;

-Faça planos que exijam poupança: aprenda a economizar, a ser parcimonioso e criterioso nos seus gastos. O hábito de poupar pode ajudar, a fim de gastar de modo mais criterioso e tendo em vista as melhores coisas. Porém, lembre-se: se você é um cristão, não busque de acumular bens, mas fazer um bom uso dos bens!

-Nem sempre o mais caro é melhor: desmistifique. Mesmo que algumas coisas baratas acabem saindo caro, não generalize e não vá atrás de coisa cara, mas de coisas funcionais e econômicas.

E você, é consumista?
Até a próxima!

Marquinhos – anjodivino@hotmail.com


Por que existe a maldade?

6 Novembro, 2008

Quando você deparar com a maldade nas pessoas, atenção! Existem, a partir daí, muitos caminhos. Você pode se fixar no mal e sofrer muito! Assim como pode reconhecer que sem Deus seria capaz de fazer o mesmo e, com misericórdia, compreender. Ou pode, se for capaz, agradecer pelo bem e, assim, ver que se ele existe em nós é por pura dádiva de Deus.

Não tenho dúvida! Deus cavalga sobre o mal e, se o permite, pode ser para o nosso bem!

Só depende de mim. E de você…

Ricardo Sá – Canção Nova


O Culto a Satanás

4 Novembro, 2008

Em síntese: A Itália foi, em começo de 1996, abalada pela prisão de um fundador de seita devotada ao Maligno: os Bambini di Satana (os Meninos de Satanás). Marco Dimitri quer ser chamado “a Besta 666” foi detido por haver violentado uma jovem de dezesseis anos durante uma “Missa Negra”. Os seus seguidores recrutam adeptos entre adolescentes alunos da Escola Média italiana. O fenômeno tende a se expandir na Itália e no mundo; explica-se, em parte, pelo desespero que acomete a sociedade contemporânea; descrente dos valores tradicionais, endeusa os antivalores (verdade é que o culto a Satanás já se praticava desde remotas épocas no seio do Cristianismo e fora). A “Missa Negra” é uma paródia da Missa católica; glorifica Satanás e leva à devassidão sexual, fruto de paixões excitadas.

No começo de 1996 veio a público na Itália um grupo de jovens intitulado Bambini di Satana – Meninos de Satanás. Tem sede em Bolonha. O respectivo chefe Marco Dimitri, fundou tal seita em 1982; foi preso, porém, em data recente, sob a acusação de ter violentado uma jovem de dezesseis anos durante uma “Missa Negra”. Os fatos noticiados pela revista Famiglia Cristiana de 21/0211996, pp. 30-32, nos dão ocasião de abordar a temática do culto a Satanás.

1. O FUNDADOR E A SEITA

Marco Dimitri nasceu em Bolonha. Adolescente, já era irrequieto, a tal ponto que foi expulso da Escola por molestar os seus colegas. Queria ser chamado Bestia (Besta). Os pais o levaram a um mago para que fosse exorcizado – o que só contribuiu para agravar a situação. Dimitri começou a ler “textos sagrados” do satanismo; entrou numa seita para-satânica, que ele depois abandonou, acabando por fundar sua seita própria: os Bambini di Satana.

O grupo se reúne em igrejas execradas ou profanadas e em antigos currais abandonados na região rural de Bolonha. Deixa seus sinais nas paredes dos respectivos templos, às vezes cobrindo símbolos do SS. Sacramento e altares; entre esses sinais estão as palavras de um hino, que assim reza: “Se queres conhecer-me, mata os teus semelhantes. A morte é a alma e a lei é Satanás; com ele hás de matar”. As letras podem aparecer em vermelho, cor de sangue, lembrando o que acontece nas cerimônias do culto satânico.

No princípio de 1996 Dimitri foi preso com dois de seus assessores mais próximos, acusados de ter violentado uma jovem de dezesseis anos. Não é a primeira vez que Marco cai sob os tentáculos da polícia; todavia sempre se livrou de qualquer penalidade, saindo com a “folha corrida limpa”. Isto lhe suscitou publicidade, coisa que ele sempre procurou avidamente, encontrando geralmente algum meio de comunicação que lhe desse cobertura.

Os seguidores de Dimitri recrutam adeptos entre os alunos menores de idade de escolas médias italianas através de emboscadas; Dimitri os reunia em seu escritório, no centro de Bolonha, onde lia cartas pintadas e recebia seus clientes, embora pareça pouco entender de ocultismo. Chegam às suas mãos centenas de cartas de meninas prontas a dar tudo por uma carícia. Esses contatos diversos levaram muito dinheiro à seita de Dimitri, o qual vendia por cinco milhões de liras italianas os cursos para os aspirantes ao sacerdócio satânico; somente no fim do curso era permitido ao candidato participar de um dos ritos satânicos de fundo sexual.

Os seguidores da seita, aparentemente bonachões, habituados à imprensa e à televisão, revelaram-se indivíduos perigosos, dados a todo tipo de perversão. A polícia encontrou nos arquivos do grupo fichas de matrícula assinadas com o sangue das pessoas matriculadas; cerca de cinqüenta destas eram menores de idade, alguns de doze anos, mas todos “consagrados” ao demônio. Encontraram-se também fotografias pornográficas e várias outros elementos congêneres.

Aliás, a pederastia, o sadismo e outras perversões sexuais são correntes entre os cultores de Satanás. Sexo, dinheiro e poder são os três objetivos do pacto com Satanás. Quanto a outras práticas da seita, é difícil conhecê-las, pois os adeptos guardam silêncio a respeito.

2. A PROPAGAÇÃO DO SATANISMO

As pesquisas não convergem entre si quando se trata de avaliar as proporções do fenômeno. Na Itália parece estar presente tanto no Norte como no Sul. Em Nápoles a Prefeitura mandou fechar um Centro Social no qual os rapazeS adoravam um grande bode pregado à cruz. Há quem fale de cinco mil satanistas na Itália. Todavia Silvana Radoani, que se tem dedicado a tale.tudo, afirma serem vinte mil, reunidos em 87 grupos na Itália e 128 grupos no mundo inteiro. Estes números são contestados pelo Prof. Massimo Introvigne, Diretor de um Centro de Investigações em Turim: julga que os autênticos satanistas, com doutrina, liturgia e organização, não são mais do que seiscentos, reunidos em vinte grupos. Em senso lato, podem ser mais numerosos, casos se considerem satanistas aqueles que usam símbolos satânicos ou os magos que evocam Satanás após cobrar alto preço ou ainda os jovens que se reúnem em grupos informais de satanismo “ácido”, mergulhado no mundo dos tóxicos e das drogas. Parece que, na verdade, os que freqüentam certos Centros de Satanismo são uma população flutuante ou também disposta a se dividir e subdividir, chegando alguns a se juntar ao crime organizado.

Todavia é certo que quem entrou num desses grupos, dificilmente consegue sair do mesmo. São poucos os egressos, e, quando ocorrem, geralmente sofrem de graves perturbações mentais.

Torna-se oportuno agora considerar o que seja a “Missa Negra”.

3. A MISSA NEGRA

A Missa Negra é um rito que faz a paródia da Missa católica, oferecendo a Satanás a adoração e o louvor devido a Deus só. Há várias cerimônias de “Missa N.gra”. Os rituais apresentados por Roland Villeneuve em seu livro “L’Univers Diabolique”, Paris 1972, pp. 264-370 datam dos séculos XVI/XVII e fazem eco aos de séculos anteriores; deles são extraídos os tópicos seguintes:

A Missa do Diabo, a partir do século XVI, é exatamente a contraparte do Ofício católico. É a paródia do que Jesus fez na sua última ceia. O que é abençoado, torna-se amaldiçoado; o que é branco, torna-se preto… Por ocasião da elevação da hóstia e do cálice, os sacerdotes-magos exclamam: “Corvo preto! Corvo preto!” para evocar o Maligno. E estes clamores são acompanhados por contorções e saltos. O Demônio, dizem, voa no momento da consagração em torno do cálice. Quando a assembléia viu essa borboleta levanta-se e conjura: “Belzebu! Belzebu!” Não há ato penitencial nem aleluia. Evitam-se os sinos e as sinetas, pois causam horrenda dor ao Demônio…

Como o cálice, também a hóstia é preta e, mais, difícil de ser engolida; traz a figura do Demônio, que diz por ocasião da consagração: “Isto é o meu corpo”. Ele levanta a hóstia acima de seus chifres; neste momento toda a assembléia a adora. Cercando o altar em semicírculo, prostram-se por terra. O Demônio faz então um sermão e intima-os a comungar, dando a cada qual um pedacinho da hóstia, a fim de que o possam engolir; entrega a cada qual dois goles de um remédio infernal, e uma bebida de tão mau gosto e odor que, ao engolirem-na, suam e, ao mesmo tempo, ficam gelados em seus corpos, em seus nervos e em suas medulas.

Era “bom costume” roubar o pão eucarístico nas capelas católicas a fim de o profanar no culto satânico. Satanás, dizem, divertia-se atirando as hóstias aos sapos. Estendia sua sanha aos presbíteros da Igreja, fazendo que estes apresentassem as hóstias ao Maligno. Na Alemanha e na Áustria as moças virgens eram incitadas a perfurar as hóstias com três punhaladas; uma certa Maria Renata Saenger percutia-as com alfinetes, em total ódio a Deus.

Em 15/01/1632 o Parlamento de Dole condenou à morte o cidadão Nicola Nicolas, de Anjeux, porque em 1628 levara o SS. Sacramento do altar para um culto satânico, tendo-o misturado com excrementos humanos por ordem do Diabo; as sagradas partículas desapareceram.

As profanações do SS. Sacramento era frequentes no fim da Idade Média e nos dois séculos seguintes: as hóstias eram pisoteadas, conculcadas, transpassadas…; podiam ser torradas no forno.

Entre outros traços, ainda se narra que o Diabo, por meio do seu representante, exortava os seus seguidores a praticar o estupro, o incesto e a sodomia. Os presentes respondiam em uníssono e tão forte quanto possível: “Mestre, ajuda-nos!” O Maligno então apressava-se por aspergi-los com a sua urina como se fosse água benta. O oficiante revestia uma capa preta sem cruz; tomava em mãos o Livro das blasfêmias, que servia de Cânon ou de Oração oficial e central da Missa Negra; continha as mais abjetas blasfêmias contra a SS. Trindade, o SS. Sacramento do altar, os outros sacramentos e ritos da Igreja Católica; estava redigido em língua que o povo ignorava. O sinal da cruz era feito obrigatoriamente com a mão esquerda.

Satã, por seu representante, ridicularizava os dogmas católicos e propunha uma vida nova aos seus fiéis; prometia-lhes não menos do que a vida eterna. No momento do Ofertório, declarava: “Eu sou o verdadeiro Deus; ao menos vocês me vêem, me sentem e me podem tocar. Ao passo que o Outro… é melhor não falar dele”. Os discursos de Satanás e sua presença eram tão “reais” e persuasivos que os magos o adoravam no sentido próprio da palavra. Uma certa Maria de Ia Ralde, de 28 anos de idade, afirmava que ela gostava de ir a um culto satânico tanto quanto a uma festa de núpcias; julgava que era muito mais satisfatório e gratificante do que ir a uma Missa convencional, pois o Diabo dava a crer que ele era o verdadeiro Deus, e a alegria dos feiticeiros, naquela ocasião, era o começo de uma glória muito maior.

Era normal recitar ladainhas e orações em honra do Demônio; eram acompanhadas de blasfêmias e expressões de demência.

São estes alguns traços típicos dos cultos satânicos, que culminam na chamada “Missa Negra”, paródia sacrílega da S. Missa. A existência desse ritual em nossos dias significa a capitulação da razão e da sanidade mental diante da imaginação e dos impulsos desregrados da carne. Também a mística precisa dos subsídios da razão. 0 Demônio existe, mas não pode ser concebido como um deus poderoso, ao qual se deva prestar culto.

APÊNDICE

Após redigir o artigo destas últimas páginas, recebemos outra notícia da Itália, extraída do jornal LA STAMPA, de Turim, edição de 28/02/1996, devida ao repórter Fabio Albanese.

Desta vez, o cenário é a cidade de Catânia na Sicília, onde foram presos em começo de 1996 cinco homens (alguns de certa posição social) acusados de violação de sepulturas, rapto e destruição de cadáveres, incêndios e atos obscenos. Tinham sede na igreja do antigo mosteiro beneditino de $. Nicoló l’Arena, igreja que parece ter sido transformada em templo satânico, onde se realizaram, como se crê, Missas Negras e orgias demoníacas. Tais protagonistas são, para grande surpresa dos habitantes de Catânia e do público em geral: o monge beneditino Michele Musumeci, de 42 anos, antigo Reitor da igreja de $. Nicolô l’Arena; Antonio Germanà, 34 anos, perito do Patrimônio Artístico-cultural de Catânia, encarregado da restauração da mencionada igreja do mosteiro beneditino; Santo Privitara, 37 anos, Conselheiro Comunal de Catânia, e dois animadores da cultura, a saber: Davide Pulvirenti, 20 anos, e Nicoló Elio Ambram, 28 anos.

A história começou quando em 1993 Antonio Germanà e Santo Privitera ofereceram seus préstimos gratuitos à Administração do Patrimônio Histórico de Catânia no intuito de recuperar o monumento igreja que fora abandonado havia decênios; o mosteiro tornara-se Faculdade de Letras. A Prefeitura aceitou a proposta e confiou a tarefa de recuperação a Antonio, que se põs a trabalhar com os quatro companheiros citados e alguns outros voluntários; enquanto as obras corriam, foram promovidas conferências e debates de ordem cultural, assim como uma visita à cripta da igreja, da qual participou o Prefeito. Eis, porém, que no quarteirão se foram espalhando rumores estranhos enquanto furtos e estragos na igreja eram denunciados pelos vigias do monumento. Este fato deu início ao inquérito por ordem da Prefeitura. Durante uma semana, os policiais montaram guarda ao monumento, mas nada foi apurado. Todavia a escuta de conversas telefônicas e as apreensões de correspondência particulares deram motivo ao aprisionamento dos cinco homens: eram acusados de ter violado urnas funerárias, utilizado paramentos litúrgicos da igreja e organizado relacionamento sexual em grupo por ocasião dos seus ritos. Destes parecem ter participado outras pessoas, inclusive menores de idade, que contaram ao magistrado o que viram e ouviram. Foi rescindido o contrato entre Antonio Germanà e a Prefeitura.

Os acusados rejeitam qualquer suspeita de desonestidade, afirmando que se trata de um complô contra eles. Santo Privitera declarou: “Aquilo de que nos acusam, é o contrário do que nós fizemos por aquela igreja. Ocorre uma confusão, fruto de mal-entendidos, que coincidem com a vinda do novo Reitor da igreja, Pe. Ignazio Mirabella”. Apesar das contestações, pesa sobre os cinco homens agrave acusação de ter cometido atos e ritos secretos e obscenos em homenagem ao Diabo na cripta da igreja de S. Nicoló l’Arena.

Eis, pois, mais um caso recente de culto ao Demônio na Itália.Pode-se afirmar tranqüilamente que outros países são também sedes de tais orgias.


Como você lida com a adversidade?

31 Outubro, 2008

Adversidades  sempre existirão como Jesus disse:” No mundo teriamos
afliçoes tenha bom Animo pois Eu Venci e Vós Vencerá tambem….”

“Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na
adversidade.” Salmos 10:6

Uma filha se queixou ao seu pai sobre sua vida e de como as coisas
estavam tão difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer e queria
desistir, estava cansada de lutar e combater, assim que um problema
estava resolvido outro surgia.

Seu pai um “chef”, levou-a até a cozinha dele, encheu três panelas com
água e colocou, separadamente, em cada uma delas cenouras, ovos e pó
de café.

Deixou que tudo fervesse durante vinte minutos, sem dizer uma palavra.

Depois retirou as cenouras, os ovos e o café e colocou-os em tigelas
diferentes. Virando-se para ela, perguntou:

“Querida, o que você está vendo?”

“cenouras, ovos e café”, ela respondeu.

Ele pediu para experimentar as cenouras. Ela notou que as cenouras
estavam macias.

Pediu então que pegasse um ovo e quebrasse. Ela retirou a casca e
verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele pediu que tomasse um gole de café. Ela sorriu ao
sentir seu aroma delicioso e perguntou humidelmente:

“O que isto significa, pai?”

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a
água fervendo, mas cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois amolecera e se
tornara frágil. Os ovos eram frágeis, sua casca fina havia protegido o
líquido interior que após a fervura tornou-se mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável, havia mudado a água. “Qual
deles é você?” ele perguntou. “Quando a dversidade bate a sua porta,
como você responde?”.

E você? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a
adversidade você murcha, se torna frágil e perde sua força? Será que
você é como o ovo? Você teria um espírito maleável, mas depois de
alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se
tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, porém você está
mais amargo e obstinado? Ou será que você é como o pó de café? Ele
muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir
o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente
estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Se você é como o pó de café, quando as coisa ficam piores, você se
torna melhor e faz com que as coisas em volta de você se tornem
melhores.

como você lida com a adversidade?