Cuidado com Consumismo Exagerado

Consumir é uma necessidade; temos as coisas, dispomos de recursos para fazer uso deles, mas é possível usar de forma abusiva os recursos, ou depender deles de forma descontrolada, irracional e até patológica. O consumo pode ser compreendido de forma positiva e sadia. Assim, gastar, utilizar, empregar são formas consideradas positivas de consumir. Entretanto, a palavra consumir porta consigo significados negativos, tais como dilapidar, gastar até o fim. No que diz respeito ao uso do dinheiro pode ser compreendido de forma positiva: aplicar dinheiro na compra de artigos de consumo e serviços, comprar, gastar. Tem também uma semântica pejorativa: comprar em demasia e freqüentemente sem necessidade.

As Características da pessoa consumista

Os variados e trágicos fechamentos da realidade humana a valores mais altos e definitivos promovem uma maneira de ver a realidade cheia de superficialismos onde as fugazes gratificações vão caminhando no passo de uma forte dependência dos bens materiais. Mas estes não podem satisfazer a tanta fome e sede de possuir. E o indivíduo termina por sentir-se vazio e infeliz. Eis as características da pessoa consumista:

Um alguém fechado à solidariedade: a sociedade consumista cria pessoas entrincheiradas no mundo dos seus desejos e necessidades que se agigantam em proporções crescentes. O homem consumista é individualista: enxerga a si mesmo e vê todas as coisas sob o metro de seus próprios interesses. Não sabe partilhar, vive acumulando coisas: ele é um alguém que não constrói pontes, ele é uma ilha: o homem consumista é um solitário!

Um alguém fechado à gratuidade: nada é gratuito nos que supervalorizam o consumo. Nunca se dá algo por nada, ou seja, vale a lei do «toma lá, dá cá». Nada se dá sem que haja uma garantia ou uma certeza de retorno. É verdade que uma pessoa aberta aos valores humanos e os cristãos chamados a viver o Evangelho não podem não ter interesse no lucro e por isso fazem negócios, vendem e fazem investimento entrando também na ótica de uma lícita e justa recompensa de seus negócios. Porém, no consumismo exacerbado não há medidas, o que vem a se tornar uma febre, uma compulsão em alguns casos por lucro, por vantagens, etc. E esta mentalidade vai direcionando a vida e os critérios de valor destas pessoas.

É alguém teleguiado: isso mesmo! Existem especialistas que se debruçam em pesquisas para descobrir um ponto de equilíbrio entre o mínimo necessário e o máximo desejado.

O que fazer?

É preciso fazer algo para resolver o problema e ser feliz, ser livre. Por isso, seguem abaixo algumas pequenas dicas que podem até ser uma ajuda para quem vive em função do que vê e da força aliciadora da propaganda.

Cuidados para evitar as tentações :

- Faça sempre uma lista do que vai comprar: não deixe que as aparências dos produtos ou a força da propaganda lhe digam o que deve ou não comprar;

- Diante do supérfluo conte até 10: faça uma verificação mais minuciosa sobre a importância e a necessidade do que vai comprar. Se perceber que é supérfluo, renuncie a aquisição. Isso vai deixar você mais livre e dono de você mesmo. A sua razão e a sua vontade crescerão;

- Obrigue-se a pesquisar preços: você estará evitando gastos inúteis e que poderão comprometer o seu orçamento;

- Evite ir às comprar quando estiver deprimido, com raiva ou carente: nestas situações você poderá buscar compensações em comprar, adquirir. Lembre-se: as compensações não acontecem somente através dos prazeres da gula ou do sexo, mas também nos prazeres da posse. Compensação é escravidão, não esqueça!

- Não vá ao supermercado com fome: você pode sentir um vazio que poderá ser preenchido e conjugado com o verbo comprar;

-Faça planos que exijam poupança: aprenda a economizar, a ser parcimonioso e criterioso nos seus gastos. O hábito de poupar pode ajudar, a fim de gastar de modo mais criterioso e tendo em vista as melhores coisas. Porém, lembre-se: se você é um cristão, não busque de acumular bens, mas fazer um bom uso dos bens!

-Nem sempre o mais caro é melhor: desmistifique. Mesmo que algumas coisas baratas acabem saindo caro, não generalize e não vá atrás de coisa cara, mas de coisas funcionais e econômicas.

E você, é consumista?
Até a próxima!

Marquinhos – anjodivino@hotmail.com

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