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Como Ovelha sem Pastor – Mt 9,32-38

8 jul

Jesus vinha fazendo muitos milagres, salvando as pessoas de doenças e de suas dores e, ao mesmo tempo, despertar a fé daquele povo que estava adormecido para as coisas do Pai. Durante a caminhada, naquele dia, encontra-se com uma multidão que lhe apresenta uma pessoa surda e possessa pelo demônio. Jesus expulsa o demônio e, a pessoa passa a ouvir e falar normalmente. O povo fica cada vez mais admirado  com todas as maravilhas que Jesus fazia . Ontem como hoje, vemos muita gente sempre esperando que Jesus repita milagres e mais milagres na sua vida, para que possam manter acesa a sua fé. Hoje, sabemos tudo sobre o Plano de salvação que Ele trouxe como sua missão: Salvar um povo de cabeça dura.

De cabeça dura muitas vezes não por conta própria. Mas porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Assim, Jesus vem reinstalar, com sua vida, com sua paixão, com sua morte e, principalmente com a sua ressurreição, o Reino do Pai, novamente baseado no Amor e suas conseqüências, ou seja, no Perdão, na doação, na Honra, na Verdade, na Felicidade e na Responsabilidade assumida por cada filho Seu, gerado aqui na Terra. Mas, nem tudo foi um mar de rosas para Ele, pois os fariseus diziam: é pelo poder do príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios.

E, até nos dias atuais, Jesus continua a sua missão, conforme a sua promessa, em nosso meio. Sempre nos guiando e nos guardando para que sejamos felizes e, pedindo-nos, como naqueles dias, que fortaleçamos o Reino do Pai aqui na Terra: a Messe é grande, mas, os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor da Messe, que mande mais operários para a sua Messe, diz, ainda hoje Jesus . Só que o povo, tão evoluído com as coisas materiais, esqueceu-se de vigiar, cada um, a sua vida, o Dom recebido do Pai amoroso, para que ela não se perca; para que ela seja sempre mais uma realização da bondade do Criador, vivendo-a como um meio para ajudar  na sua salvação e dos outros irmãos.

Muitos são os que precisam mudar de vida para reencontrar-se com o Pai, transmitindo aos que o cercam só o amor, só o bem, só a fraternidade, orando e agindo em nome do Senhor, no trabalho da Messe. Não esperemos como muitos que vivem ao bel prazer, uma vida egoísta, ignorando a dor e o sofrimento de tantos à nossa volta, durante a nossa caminhada. Achando que a fortuna e tudo o que é material que acumulamos nos bastam. De repente se fica doente; de repente um mal incurável, que pode atingir a qualquer um, com ou sem dinheiro.

Nós acolhemos o chamado de Cristo quando fazemos tudo por amor. A vivência do amor anima as pessoas enfraquecidas, enfastiadas e sem perspectiva. O amor vence o ódio e expulsa dos corações a intriga, a divisão, a incompreensão. Se fizermos como Jesus fez, estaremos sendo trabalhadores da Sua messe. Quanto mais nós nos apresentarmos à vinha do Senhor mais, surdos e mudos serão curados.

Você já se sente liberto (a) do demônio que paralisa os lábios do homem? Você conhece quando as pessoas à sua volta estão desanimadas e sem esperança? O que você diz a elas? Você tem ajudado a alguém pelo menos escutando e acolhendo? Você se considera trabalhador da messe de Cristo? Em que você tem empregado o seu tempo livre? Senão, o tempo é este e a hora é agora. Respondendo o chamado de Jesus, levanta-te e vai anunciar à cura, a libertação, a paz e o amor de Deus no coração dos seus irmãos que como que ovelhas sem pastores caminham para o abismo irreversível.

Pe.Bantu Mendonça – Canção Nova

Liturgia Diária

6 abr

Primeira Leitura: At 6,1-7
Salmo: Sl 32
Evangelho: Jo 6,16-21

Reflexão: Jesus Anda em cima da água

Para interpretar com fidelidade a passagem de hoje, temos que usar o simbolismo; pois sem ele a narrativa parece ser um sucesso normal em que um homem se revela com poder especial sobre a natureza. Em primeiro lugar Jesus deixa seus apóstolos sozinhos, à noite, no meio do mar que por seu estado de turbulência aparece como representante do mal, dominado pelo maligno. A barca com tudo o que na hora representava o Reino, era realmente uma pequena semente de mostarda. Sem Jesus, o vento contrário a domina e a impede de chegar a seu destino. Não adianta o esforço dos remos porque a vela,  com o vento em contra, não pode ser usada. E esse vento não é humano.

Aparentemente os discípulos estavam sós. Mas, na realidade, Jesus estava ali seguindo-os e muito próximo. Para eles, Jesus, como a visão do espectro, como alguém saído das profundezas do mar, era um espírito maligno que os atormentava e produzia o vento furioso que impedia seu avanço. Somente as palavras como amigo do Mestre, logram acalmar os nervos e aportam a tranquilidade e sossego necessários. Era ele o amigo mais do que o mestre, o forte no momento da fragilidade; ele, e unicamente ele, traria a solução do problema que os afligia.

Pedro uma vez mais, se mostra impetuoso e mais confiante do que seus companheiros. Não só reconhece o Mestre, mas quer participar desse poder de estar acima do mal, representado pelas águas turbulentas do mar.  Ele sabe que o poder de Jesus não é unicamente pessoal, mas atinge igualmente seus mais íntimos amigos e reconhece na prática o que ele dirá mais tarde: em ti unicamente eu confio, pois cremos e reconhecemos que tu és o santo do Deus, que melhor podemos traduzir por o Ungido de Deus.

Porém sempre existe a dúvida e a indecisão após tomar uma atitude valente e corajosa. O vento, o mar agitado, abalam a fé e a confiança de Pedro. E unicamente a resposta de Jesus, ante a súplica angustiosa de auxílio de Pedro, restabelece a situação e salva o discípulo. A oração de Pedro é o grito que deverá salvar muitas vidas do fracasso total: Senhor salva-me. Nela encontramos a força que nos falta e a fé que a procura.

O trecho de hoje está escrito precisamente para demonstrar que a transcendência e independência de Jesus, manifestada com suas palavras e seu proceder diante das leis e costumes tradicionais e perante as leis físicas da natureza, revelam seu domínio absoluto sobre as crenças e seu senhorio total como de criador e não de criatura sobre os acontecimentos, de modo que a nossa resposta de hoje não pode ser outra que a dos que estavam no barco: Verdadeiramente tu és Filho de Deus.

Pe. Bantu – Canção Nova

Liturgia Diária

21 mar

Sexta-feira da Semana Santa

Santos do Dia: Cirilo de Catania (bispo), Isenger de Verdun (bispo), Filêmon e Donino (prováveis mártires de Roma), Lupicínio de Condat (abade), Serapião de Arsinoe (abade), Serapião de Thmuis (bispo).

Primeira Leitura: Isaías 52,13 – 53,12
Foi transpassado por nossas rebeliões
Salmo Responsorial: Sl 30 (31), 2 e 6. 12-13. 15-16.17 e 25 (R/. Lucas 23,46)
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
Segunda Leitura: Hebreus 4,14-16; 5,7-9
Tornou-se autor da salvação.
Evangelho: João 18,1 – 19,42
Prenderam Jesus e o amarraram

Na cruz fica totalmente patenteada a dimensão gloriosa, triunfante de Jesus. Para João, a cruz não é a vitória das trevas sobre a Luz; a cruz não apaga a Luz nem silencia a Verdade; pelo contrário. João realça a função da cruz como o lugar da exaltação de Jesus, de seu triunfo definitivo; lá fica referendada com o sangue e a água que brotam de seu peito aberto a validade e a veracidade do ministério de Jesus. Se suas palavras não tivessem sido luz, verdade, vida, caminho…, nunca teriam provocado a reação dos senhores do mal.

Para além das representações e manifestações folclóricas que suscita a comemoração da Paixão de Jesus, façamos deste dia uma ocasião apropriada para atualizar a realidade da Paixão que vivem nossos povos, nossas comunidades e tantos seres humanos. Deixemo-nos tocar no coração por essa realidade, e ponhamos todo o nosso esforço e interesse para fazer brilhar no meio de todas essa trevas, a luz de Jesus, sua Palavra, que é caminho, verdade e vida, a fim de que os esbofeteados, flagelados e crucificados deste mundo se convertam hoje em denúncia viva do mal e de seus agentes.

Liturgia Diária

9 mar

5º Domingo da Quaresma
Santa Francisca Romana, Religiosa (Memória facultativa).

Outros Santos do Dia: Antônio de Froidemont (monge), Bosa de York (bispo), Catarina de Bolonha (clarissa, virgem), Cirion e Cândido (mártires da Armênia), Domingos Sávio (adolescente de Turim discípulo de Dom Bosco), Gregório de Nissa (bispo), Paciano de Barcelona (bispo).

Primeira Leitura: Ezequiel 37,12-14
Vou infundir em vocês meu espírito e viverão.

Salmo Responsorial: Sl 129(130), 1-2.3-4ab.5-6.7-8 (R/.7)
Mais do que os vigias que aguardam a aurora, espere Israel pelo Senhor.

Segunda Leitura: Romanos 8,8-11
O Espírito habita em vocês.

Evangelho: João 11,1-45
Eu sou a ressurreição e a vida.

Com o tema do Senhor Deus como o único dono da vida, a liturgia de hoje nos apresenta a passagem de João sobre a ressurreição ou a revivescência de Lázaro, último dos sete “sinais” com os quais João esquematiza seu evangelho.

Paradoxalmente, com este sétimo sinal de Jesus segundo a narrativa de João, relacionado com o tema da vida, fica firmada a sentença de morte para Jesus (cf. 11,50); aquele que dá a vida terá que ocultar-se dos inimigos da vida.

Deixemos de lado o conceito de Jesus como operador de prodígios, e reflitamos um pouco sobre o sentido profundo que João quer dar a esta narração.

Jesus não elimina da realidade humana, as categorias da dor e da morte física. De fato, o mais lógico e natural é que Lázaro tivesse de morrer e (conforme narra o evangelho) os chefes religiosos quisessem matar a Jesus.
Ele dá um sentido novo à dor e à morte; transmite a mensagem de que o ser humano não está condenado a um destino fatal; que sua vocação desde o próprio momento de sua criação é a vida plena que esse ser humano tem de ir construindo e no qual todos, Deus inclusive, estão empenhados.

Se o destino do homem e a mulher fosse unicamente nascer, crescer, multiplicar-se e logo morrer, então não haveria lugar para falar propriamente de um projeto divino. Contudo, não; o Deus e Pai da vida se revelou sempre empenhado em conseguir que esse ser criado à sua própria imagem e semelhança conseguisse uma qualidade de vida tal que sua passagem por este mundo fosse já um reflexo de sua vocação à vida plena.

Assim há que se entender a preocupação divina para libertar o povo da escravidão do Egito, da opressão, da injustiça. Da mesma forma se deve entender o projeto de vida de Jesus como um serviço ao ser humano. Este estava condenado por estruturas injustas a viver uma vida sem qualidade, uma vida desumanizada. Isto acontecia não somente pela exclusão do desfrute e usufruto dos bens criados, mas também pela distorção da verdadeira imagem de Deus graças a uma religião que ocultava o verdadeiro rosto paternal e misericordioso de Deus.

Liturgia Diária

31 jan

São João Bosco, Presbítero (Memória).

Outros Santos do Dia: Atanásio de Modon (bispo), Bobino de Troyes (monge, bispo), Eusébio de São Galo (monge), Francisco Xavier Bianchi (barnabita), Geminiano de Módena (bispo), João de Angelus (monge), Júlio (presbítero) e Juliano (seu irmão, diácono de Novara), Marcela de Roma (viúva), Martinho de Córdova (mártir), Metrano de Alexandria (mártir), Nicetas de Novgorod (bispo), Saturnino, Tirso e Vitor (mártires de Alexandria), Tarcísio, Zótico, Ciríaco e Companheiros (mártires de Alexandria), Trifena de Císico (mãe de família, mártir), Ulfia de Amiens (virgem).

Primeira leitura: 1 Samuel 7, 18-19.24-29
Deus ama seu povo.
Salmo responsorial: Sl 131 (132), 1-2. 3-5. 11. 12. 13-14 (R. Lucas 1,32b)
O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai, Davi.
Evangelho: Marcos 4,21-25
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

No evangelho de hoje nos encontramos com um eloqüente convite de Jesus para sermos luz. Ele veio para ser luz para seu povo; ora o que Jesus irradia não pode ficar oculto.

Aguçar os sentidos: “ouvidos são para ouvir”. A escuta está vinculada à compreensão e à assimilação da proposta de Jesus. Escutar é captá-la, pegá-la e deixar-se pegar por ela. Por isso os que têm ouvidos entenderão melhor e poderão ser luz para os outros. Muitas vezes os cristãos queremos viver a fé em solidão, não queremos que nos procurem, não queremos ajudar a outros que precisam de nós. Se o Senhor nos chama e nos envia, não podemos calar, é urgente deixar sair esse fogo interior para iluminar e esquentar os que fizeram de sua fé uma fria e triste dimensão.

Logo o evangelho apresenta um critério de justiça. Medir com uma medida é valorizar as pessoas e as situações com nosso próprio olhar crítico. Portanto, a honestidade com que emitamos nossas valorizações dará conta de um testemunho amoroso e serviçal. Nas comunidades e famílias, muitas vezes costumamos fazer juízos de valor sobre as pessoas e seu comportamento, mas resistimos a que nos avaliem e a nos auto-avaliarmos coerentemente. O convite de hoje é o de não deixar de ver os valores de caridade, liberdade e espírito crítico como mostras de maturidade e fraternidade.

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